Nutrição – ESSPS

Educação Nutricional & Doenças Associadas

“Super Vegan Me” Janeiro 12, 2008

Filed under: Notícias — chocolatinhos @ 4:30 pm

Lembra-se do filme Super Size Me? Agora, um repórter da VISÃO fez o contrário: durante dois meses, submeteu-se a uma dieta vegetariana radical.

AP - 12º AAqui fica o testemunho de uma alimentação inversa á anteriormente exposta! No início, a balança marcava 68 quilos distribuídos por 1 metro e 77 de altura, e as análises mostravam que estava bem de saúde. O tiro de partida foi dado por Isabel do Carmo, 67 anos, médica da área da Nutrição e Endocrinologia, que me supervisionou, durante a aventura. «O João tem uma compleição física normal, mais para o magro, com 10,3% de gordura, o que para a sua idade [28 anos] está nos mínimos», avaliou. «Tensão arterial nos 12,5/8, e frequência cardíaca de oitenta e oito. É um homem saudável e pode arrancar com a experiência.» Para a médica, a possibilidade de haver, em apenas dois meses, «grandes alterações no peso e nas análises é remota, apesar de não existir compensação através de suplementos nutricionais»(…) ” 

“O primeiro dia como vegetariano (…) comi muesli integral e frutos exóticos, com leite de soja, amêndoas e uma bolacha com doce de morango. Gostei (…), o leite de soja (um dos meus maiores receios) foi uma agradável surpresa. Os primeiros tempos foram de descoberta, boas surpresas e algumas desilusões. A maior desfeita veio de uns croquetes que se pareciam com os normais. (…)”AP - 12º A

(…)”Nos primeiros quatro dias, emagreci dois quilos. O que me assustou. Parti para a aventura com 68 quilos, e a continuar a este ritmo desapareceria. Mas, depois da primeira semana, o meu peso estabilizou e apurei o método para não passar fome. Aprendi a manejar a soja, e a cozinha tornou-se na divisão da casa onde passava mais tempo. Comecei a fazer as refeições para levar para o trabalho, uma vez que, na cantina, não me safava. Apesar de haver uma opção vegetariana, esse prato incluía sempre queijo ou natas, ou seja, derivados animais proibidos.”

“Os primeiros tempos de acerto, na cozinha, originaram algumas aberrações culinárias. Algo que os meus amigos não estavam dispostos a partilhar,(…)  a mesa foi dividida, numa espécie de apartheid gastronómico. (…) pelos meus olhos desfilou um cortejo de queijo da serra, brie, alheira, linguiça caseira e um cento de piadas dirigidas à minha condição. (…) os petiscos carnívoros ficaram prontos a comer, enquanto eu cozia fusilli, cortava tomate, batata, cebola e maçã, a que juntava agrião, amêndoas, orégãos e alcaparras. (…)

AP - 12º A“(…) À medida que as primeiras semanas correriam, o tempo dilatava. Parecia estar a comer vegetais há meses, (…) «Para um vegano, as restrições a que se submete não representam sacrifícios, mas sim o exercício de convicções fortes», diz José Palma, 49 anos, professor de Psicologia da Universidade de Lisboa. (…) E só eu sei que as tentações estavam em todo o lado(…)”

” (…) Como pecador que sou, houve alturas em que ultrapassei o risco (…) Admito a possibilidade de ter consumido outros derivados animais, durante os dois meses, por falha involuntária na inspecção do rótulo (…) Estava a aguentar-me bem – e a coisa, afinal, não era tão complicada como supusera. No entanto, à sexta semana, comecei a contar os dias para me libertar da experiência.

“(…) Mas há o outro lado da moeda. Quanto ao meu organismo, deixei de sentir o peso excessivo do almoço, que pede uma sesta e o desapertar do cinto. Uma refeição vegetariana é mais digestiva e harmoniosa para o corpo, isenta de enfartamento. E, por exemplo, os meus intestinos nunca foram tão felizes. Contudo, os resultados das análises revelaram-se desanimadores, o que é normal – não tomei qualquer suplemento, e o cuidado com o equilíbrio nutricional passou para segundo plano com o avançar do calendário. Para a médica Isabel do Carmo, a dieta a que me submeti «apresenta carências, uma vez que a evolução do ser humano sempre se fez como omnívoro». Não quis ser um “case study” nem provar coisa alguma. Também não o fiz para melhorar a saúde, ou por motivos espirituais ou de compaixão pelos animais. Quis, apenas, testar-me e relatar as alterações drásticas no meu quotidiano. Findos os dois meses, resgatei a liberdade de comer o que me apetece. Mas fiquei fã da comida vegetariana – desde que não confeccionada por mim. “

No próximo domingo, 13, assista à reportagem especial, na SIC, a seguir ao Jornal da Noite

 

One Response to ““Super Vegan Me””

  1. Bruna Says:

    Ele passou a ter uma dieta vegana de um dia para o outro, sem ao menos ter feito uma transição entre o ovo-lacto-vegetarianismo ao veganismo.
    E provavelmente não repôs as vitaminas perdidas.
    Ao contrário de que, no documentário super size me, o cara que se submeteu a largar 30 anos de vegetarianismo para mostrar ao público fanático por Mc donald´s, que só acontece coisas ruins ao corpo dele, como o aumento excessivo de peso, colesterol e etc. Mostrando que, sem dúvidas, a dieta vegetariana/vegana (quando bem feita) traz muito mais benefícios ao corpo humano e os animais principalmente.!


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