Subida de preço do arroz origina alarme mundial
O alimento básico de três milhões de pessoas - o arroz - ultrapassou, o seu preço máximo histórico, aumentando 2,8% na bolsa de matérias-primas de Chicago para 20,26 dólares por cada 100 libras (12,93 euros por 45,35 kg). O cereal subiu já 48% no primeiro trimestre, a sua maior subida em 14 anos.

A FAO (agência alimentar da ONU) e o Banco Mundial alertaram para a situação de os altos preços de um produto tão básico poderem desestabilizar a economia de muitos países, em particular dos mais pobres. Ainda há dias, a FAO anunciou que a produção mundial de arroz aumentaria 1,8% este ano, situação que poderia contribuir para refrear um pouco os preços, não fosse a previsão de diminuição das exportações em 3,5% ter, afinal, agravado a cotação do cereal.
O segundo maior produtor do Mundo, o Vietname, diminuiu as exportações em 22%, prevendo exportar 3,5 milhões de toneladas - menos uma do que anteriormente, com o objectivo de acalmar o mercado interno. Porém, a subida do preço do arroz afectou a inflação, que em Março subiu para 19,2%. Problema semelhante foi relatado pela China e pela Índia, que reduziram também as exportações para poderem alimentar as respectivas populações. A Indonésia teve de reduzir entraves às importações para baixar a pressão sobre os preços internos.
Efe Robert Zeigler, director do Instituto Internacional de Investigação do Arroz, diz que o mercado do arroz funciona livremente e a mercadoria é de quem pagar mais, por isso, os preços sobem tanto. E prevê que continuem a subir, na Ásia e em países da América Latina, como Brasil, Uruguai ou Venezuela.
Na Europa, as colheitas de cereais estão a recuperar, este ano, porém prevê-se que o grande aumento da procura e a diminuição de stocks mantenham pressão sobre os preços.
























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